Luedji Luna é uma diva. Mais do que isso, uma divindade feminina atual da nossa música popular brasileira que nos convida a sentir e a viver através de sua arte. Suas letras são profundas, nunca rasas, e sua trajetória é de uma elegância rara. Acho chique toda a caminhada dela; acho chique esse seu jeito simples de ser artista. Ela apenas é o que há.
Com o lançamento de seu novo projeto, “Acústico Luedji Luna”, no dia do seu aniversário, ela nos presenteia com uma obra de entrega e sensibilidade. Metade do repertório traz seis faixas completamente inéditas, enquanto a outra metade revisita e bebe na fonte da essência de seus dois lançamentos recentes, “Um Mar Para Cada Um” e “Antes Que A Terra Acabe”.
Ao apresentar esse formato “desnudado”, a artista consegue experimentar novos arranjos e estabelecer uma proximidade muito maior com seus fãs, trazendo um frescor que encanta e toca forte nossa alma. São 12 músicas que, durante 50 minutos, afagam o nosso coração como se estivéssemos frente a frente, numa conversa íntima, sem pudores, entre amigos, dizendo o que precisa ser dito a olho nu.
Já ouvi o álbum algumas vezes hoje pela manhã e retomei agora, baixinho, como trilha sonora desta escrita. É o tipo de álbum que a gente gosta desde a primeira vez que ouve, pois é harmônico do início ao fim. Estamos diante de um álbum de intérprete, de uma artista que sabe colocar as palavras com intenção, que sabe duplar com os instrumentos, sabe a voz que tem e o resultado final é, simplesmente, sentir.
Se você procura um refúgio ou simplesmente quer lembrar como é a sensação de ser tocado pela música em sua forma mais terapêutica, dê o play aqui. Luedji Luna não entrega apenas canções, ela nos convida a imergir em sua sensibilidade.